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Quando o feedback dói: o que ele revela sobre sua liderança? Como transformar críticas difíceis em potência estratégica real.

Atualizado: 17 de jun. de 2025




“Lidero há anos, mas toda vez que recebo um feedback

difícil do meu time, no fundo me desmotivo.”


Essa frase surge com frequência nas conversas dentro da Mentoria Liderança Plena. Por trás dela, mora uma dor: a diferença entre a imagem que construímos e a percepção que os outros têm de nós. E esse desalinhamento pode ocorrer em qualquer nível de liderança.


Uma matéria recente da Forbes Brasil, citando as 15 habilidades em alta no país segundo o LinkedIn, colocou a comunicação em segundo lugar. O destaque é claro: em um ambiente híbrido e veloz, saber se comunicar com clareza e assertividade é o que alinha times, sustenta decisões e evita ruídos estratégicos.


Mas a comunicação não acontece só quando falamos, ela também se manifesta na forma como ouvimos, interpretamos e reagimos ao que nos dizem. E isso me leva a uma pergunta essencial: será que os líderes estão realmente preparados para ouvir o que precisam escutar?


A lembrança que me veio ao ler a matéria foi de um líder sênior que me procurou após receber um feedback duro: “Fizemos um papo aberto e meu time disse que sente que não confio neles. Que acompanho tudo de perto demais.”


Na visão dele, estar junto era uma forma de apoio. Na prática, o time se sentia sufocado e ele, ao ouvir isso, sentiu-se inadequado. Doeu.


Doeu porque não era sobre competência, mas sobre identidade. Sobre um papel que ele se acostumou a exercer e que agora era desafiado a transformar, porque sua equipe ansiava e precisava por mais autonomia.


Durante nossa jornada na mentoria, ele percebeu que o controle vinha de um medo silencioso: o medo de dar espaço e se tornar irrelevante, o medo de falhar ao se reposicionar em um patamar mais estratégico.


Foi aí que começou a verdadeira mudança.


Ele redesenhou sua atuação com base nos 4 Pilares do GLET Gerir, Liderar, Empreender e Transformar:



 • Passou a gerir por indicadores reais de performance, clima e desenvolvimento de lideranças.


 • Cobrou dos seus supervisores mais postura de liderança com os times e menos intervenção técnica.


 • Criou espaço para pensar o futuro, se posicionar com seus pares e alinhar uma agenda mais estratégica com seu líder direto.


Nada disso ele enxergava enquanto estava mergulhado no microgerenciamento.


Seu líder reconheceu a mudança, viu um gerente comprometido com o desenvolvimento de novos líderes. A equipe se fortaleceu com sua presença em momentos estratégicos, abrindo espaço para que os líderes intermediários atuassem como um time de liderança.


Claro, não se tornou um líder perfeito mas passou a lidar com as tensões com mais presença e validou a força de ter feedbacks das várias interfaces.


Foi uma jornada de reposicionamento.


A comunicação clara do time transformou sua visão e, sobretudo, seu modelo mental sobre escuta, liderança e confiança.



🔁 A chave da transformação? Ressignificar o que te confronta.


Não é o feedback que nos desmotiva. É o que ele revela: nossos apegos, nossas crenças e o quanto estamos (ou não) atualizados com o papel que ocupamos.


Aqui vão 3 perguntas que podem ajudá-lo a transformar a escuta de feedbacks em direção:


1. O que esse feedback mostra sobre como estou sendo percebido e não sobre quem eu sou? Percepção externa não é identidade. É oportunidade de ajuste.


2. Que comportamentos meus geram efeitos colaterais que eu não percebia? Pequenos ajustes fazem grandes diferenças na experiência do outro.


3. Como posso usar essa devolutiva para construir mais confiança e maturidade no time?Consistência e vulnerabilidade geram autoridade legítima.


🧠 Liderar a si também é parte do trabalho! 


Em momentos como esse, liderar a si mesmo é tão necessário quanto liderar uma equipe de liderança. Na Mentoria Liderança Plena, trago um modelo estruturado chamado 5.4.3 PRO, que integra estratégia, inteligência emocional e posicionamento pessoal para apoiar líderes a saírem do piloto automático e ocuparem, de fato, o lugar que é deles.


Os 5 Princípios da Inteligência Emocional do Líder sustentam esse processo:


🔹 1. Bem-estar – cuidar do estado interno após críticas


🔹 2. Autogestão – agir com intenção, não por impulso


🔹 3. Resiliência – transformar dor em crescimento


🔹 4. Clareza emocional – nomear e regular o que se sente


🔹 5. Sociabilidade – manter vínculos mesmo diante da tensão


Sem isso, a liderança oscila entre orgulho ferido e busca por validação. Com isso, ela se torna plena: adaptável, firme e inspiradora.


Pronto para virar a chave?



A Mentoria Liderança Plena é uma jornada de 6 meses para líderes que desejam clareza, estrutura e presença. É para quem está pronto para sair dos padrões repetidos e construir impacto real com inteligência, coragem e estratégia.


📌 Garanta sua vaga na próxima turma.



📩 Ou responda este e-mail e agende uma conversa de diagnóstico para entender se essa jornada é para você.


Com propósito,


Ana Lícia Reis


Mentora de líderes. Criadora do Modelo 5.4.3 PRO.


Mais de 25 anos desenvolvendo líderes com estratégia, presença e propósito.






 
 
 

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LiXiaumajornadahumana

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