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Quando a Liderança Cansa: Como Líderes Seniores Podem Recuperar a Motivação no Trabalho




E quando o cargo ainda faz sentido… mas você já não se sente mais inteiro nele?


Esse desalinhamento é mais comum do que parece, especialmente entre líderes seniores que acumulam trajetórias de impacto, consistência e decisões difíceis, mas que também carregam o cansaço de sustentar resultados sem pausas para se escutarem.


Com o tempo, o brilho que iluminava a jornada pode começar a enfraquecer. E, quando isso acontece, é comum escorregar para a autopunição:

“Era para eu estar mais grato, mais animado, mais produtivo…”

Mas e se o que está faltando não é motivação, e sim reconexão? Aos poucos, a aspiração deixa de ser por “mais” e passa a ser por sentido, verdade, reconexão, presença.


É um deslocamento do impulso exclusivamente por performance para uma integração com a própria autenticidade. Uma transição da liderança puramente emocional para uma liderança existencial.


Nem sempre é fácil nomear isso, mas a mudança acontece ainda que, à primeira vista, seja pouco visível por fora. Essa transição interna costuma vir acompanhada de pequenos desconfortos no cotidiano da liderança.



O vazio que, repentinamente, pode surgir na liderança.


Liderar em posições seniores é, muitas vezes, ocupar uma cadeira solitária. Ter voz nas decisões, mas pouco espaço para expressar vulnerabilidades. Ao longo dos últimos anos, escutei muitos líderes dizendo frases como:


“Hoje entrego o que preciso, mas sem a mesma energia de antes.”
“Funciona, mas parece que estou no automático.”
“Não tenho grandes queixas, mas também não estou conectado como já estive.”


Essas falas revelam um desconforto real vivido por muitos diretores e executivos. Uma sensação de que o cargo continua relevante, mas já não reflete mais quem se tornaram — nem o que os mobiliza.



Como lidar com isso?


Recuperar a motivação não exige trocar de cargo. Exige reencontrar quem você é dentro dele.


Liderança não é apenas um papel funcional. Ela também compõe nossa identidade. O desencontro acontece quando a função continua crescendo, mas o líder por trás dela deixa de se nutrir. Quando a empresa evolui, mas a pessoa dentro da função se esquece de cuidar de si.


Por isso, o resgate começa de dentro para fora. Mais do que olhar para o que está fora de lugar no trabalho, é necessário observar o que está fora de lugar na forma de viver a própria liderança.


E isso começa por um movimento essencial: voltar a ocupar sua cadeira com presença, intenção e verdade.


Três exercícios para líderes seniores ressignificarem sua jornada



Se você sente que a motivação perdeu força, que a paixão virou tarefa ou que seu cargo já não espelha mais seu momento interno, experimente estes exercícios:


1. Diagnóstico de Sentido: as 3 cadeiras




Em uma folha, desenhe três cadeiras.


Na primeira, escreva: a cadeira do início da minha jornada aqui.


Na segunda: a cadeira que ocupo hoje.


Na terceira: a cadeira onde desejo estar daqui a três anos.


Em cada uma, descreva como se sentia ou se sente. Quais eram ou são suas motivações, valores, desafios.


Depois, observe: o que mudou? O que você precisa resgatar? O que está pedindo atualização?


2. Mapa de Influência Regenerativa



Liste os ambientes nos quais você exerce influência: reuniões, equipes, decisões, projetos.


Marque com um coração verde aqueles que te nutrem, onde você sente que gera vida, potência e alinhamento.


Marque com um símbolo de atenção aqueles que drenam sua energia, onde há desconexão ou desgaste.


Esse mapa vai te ajudar a tomar decisões com mais clareza sobre como reposicionar sua energia, sua agenda e sua presença.


3. A conversa que ainda não aconteceu


Reflita: qual conversa você ainda não teve com sua liderança, com seu time ou com você mesmo, por medo de parecer frágil ou inadequado?


Escreva essa conversa. Ainda que não a diga em voz alta, nomear o que está reprimido já inicia um processo de libertação e verdade.


A liderança regenerativa não busca apagar a dor, mas integrá-la como impulso de transformação.

Cargos altos não são o topo. São pontes.


Liderar não é chegar a um lugar definitivo. É construir caminhos entre o que você vive e o que você acredita.


Entre quem você foi, quem você é e quem está se tornando.


Na Plena Mente, acreditamos que a força de um líder está diretamente ligada à sua capacidade de habitar sua identidade com presença, verdade e liberdade. Porque, quando o líder se reconecta com sua essência, toda a organização se transforma.


Se você sente que perdeu o entusiasmo, talvez não seja o fim de um ciclo. Talvez seja o convite para uma nova forma, com mais consciência, integridade e sentido. Você sente que ainda se energiza com os desafios ou já se pega muitas vezes só cumprindo rotina?


Te convido a refletir. E, se desejar apoio nessa travessia, clique e fale comigo.


Ana Lícia Reis

Mentora de Liderança & Carreira






 
 
 

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LiXiaumajornadahumana

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