O texto é para você que não está tão apressada com o futuro e que não se esqueceu do poder do agora!
- Ana Lícia Reis

- 4 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Chegando na metade, no meio da vida, na experiência quinquênia, a qual pode acontecer antes, durante ou após os cinquenta. A essa altura, já quero me vestir inteira dessa vida que vive através de mim. Desse modelo único e original feito por mim, exclusivamente para mim.

Sentir-me linda todos os dias, por dentro e por fora, ainda que eu chova em lágrimas ou que me vente muito, desgrenhando meus cabelos de paixão.
Sim, ponho neles um coque; deixo-o com cachos espalhados ou prendo de lado, ou de repente, até estico um pouco mais, deixando-os ondulados. Todas as formas são belas! Posso deixá-los brancos ou pintá-los com o típico “loiraça CEO” e ainda usar tons azuis, rosa e lilás.
Usarei tênis com vestidos, bota com saia, chinelo com calça, camiseta e pé no chão; ou vou usar é nada. Talvez ponha certa maquiagem com o tal filtro solar colorido, hum será?
Estou amando essa ‘Eu Mesma’ criado pela força do universo e esse jeito único construído por mim, ao longo dos anos. Ser mais Eu! Mais Mim e muito mais NÓS, pois sei que ninguém se faz sozinho.
Nessa fase, posso escrever sem barreiras, deixar caírem em letras e símbolos tudo que me vier do coração e me arrepiar a pele. Zerar meus julgamentos! Sobre mim, sobre você e sobre o mundo.
Tudo está na perfeita ordem e eu estou presente.
Ser perfeita, pois sim, já sou! Não tenho mais medo algum da perfeição, ela já estava presente antes do primeiro suspiro, e continuará depois do último. E você, é tão perfeito quanto eu, somos bençãos do universo.
Vou cuidar da cozinha, varrer, limpar e depois dar aquela espiadinha para ver tudo limpo e sentir como está tão cheiroso.
Todo dia? Não precisa.
Mas é bem bom ter energia para limpar por fora e por dentro, varrer da nossa vida o que não nos pertence e quem não cabe mais. Andar livremente, viajar, voar no pensamento ou em vassouras, comprar temperos e potinhos. A vida apimentada é boa demais.
Viver como se me houvesse 50 anos mais e em plena saúde.

Beijar muito! ou talvez por mais tempo. Beijar pelo compromisso de descobrir … qual foi.
Rir mais e bem mais alto, logo cedo, logo à tarde e logo mais à noite. Rir comigo e com quem estiver comigo. Usufruir do dinheiro, esse bom parceiro para várias horas, um facilitador de oportunidades.
Seguir desdramatizando a vida e descobrir na morte a redenção da vida. Ter minha mãe eternizada, tatuada e livre circulando nas batidas do meu coração. A mãe sagrada e todos que amei e se foram, estão vivos em mim e me multiplicam em sabedoria ancestral.
Quero meu Eu autêntico circulando, não só no espírito, mas nas atitudes simples da vida.
Quero espichar minha vista para onde eu quiser, e avistar o amor em todo lugar. Afinal, vemos fora o que temos dentro.
Quero estar comigo, na minha melhor cia. E quando olhar para você descobrir-me aí dentro, pois somos todos feitos da mesma essência divina, da mesma sabedoria que acontece na dança universal de feminino e masculino, cocriando vida em abundância!






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