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Maternidade e estar “fora do mercado”.

O Dia das Mães veio, passou… e continuamos aqui para dizer um pouco sobre o que sentimos e pensamos sobre SER MÃE!!! E por que usamos ser mãe? Porque não importa o que aconteça à mãe ou aos filhos, ela jamais muda esse status.


Mesmo quando perde um bebê, a mãe nunca o esquece, e de alguma forma, busca incluí-lo numa conversa aqui e ali; caso perca um filho já maior ou bem mais velho, jamais vai deixar de contá-lo quando disser a alguém quantos filhos tem. Um filho pode ir embora, ficar bravo, se fechar para o relacionamento, mas no SENTIR materno, ele/ela estará sempre lá.


E, por falar em SENTIR materno, para SER MÃE não precisa gerar a criança, pois maternidade é muito mais que um status, é sentir-se.


E mesmo ao passar por desafios, depressões, grandes medos e incertezas, após dar à luz, o sentir materno vai se apresentar em algum momento ou em vários momentos, na vida dessa mãe.


Sem romantização, a maternagem é um processo dolorido, de abnegações e desdobramentos, cansaço e desencontros, não são só flores, sabemos bem!! Uff. E, às vezes, pode dar vontade de parar tudo e voltar a ser livre como antigamente! Mas, se o sentir materno for acionado, logo se resgata o lugar do cuidar, amar, educar — como várias mães costumam dizer.


Há um livro, muito impactante, chamado Perdas Necessárias, que se inicia falando do papel da mãe na vida de um filho que havia sofrido maltratos praticados pela mãe. E, nos momentos de dor, não importa muito o tipo de mãe que se tenha, a pessoa vai desejar o cuidado materno, o cuidado dessa mãe que existe no desejo interior.


O tal mãe é mãe, que dizemos popularmente. Veja, “ passei por um momento de perda, a perda da minha mãe, e tudo o que eu desejava era seu colo, seu afago, seu consolo, queria minha mãe para acalmar a dor da perda dela mesma”.


A Alma da Mãe é a Alma do mundo, a Pachamama, Gaia, os apelidos da Terra são maternais. E habitamos um mundo que ainda não valoriza adequadamente o feminino, as Mães, e por isso a Alma dói!


Um ponto crucial é que não conseguimos separar a mãe-mulher, da mulher-mãe-profissional. E nós acreditamos — até porque, a Plena Mente é predominantemente feminina — que tornar-se mãe amplia as competências e os horizontes da mulher-profissional muito além que um MBA, daqueles bem parrudos.

Maternidade envolve aspectos biológicos, psíquicos, sociais, e a percepção de mundo é fortemente afetada, para um olhar mais positivo e desejo de um mundo melhor.


Por isso, somos contrários ao dizerem: “estar fora do mercado” para se referir ao movimento de algumas mães que escolhem ou precisam priorizar os filhos.


Sim, ela está fora do trabalho formal, mas está se aprimorando de muitas formas, e aprendendo inúmeras competências que nem no “on the job training” se consegue.


É comum um aumento da capacidade em gerir o tempo e definir prioridades, aprendendo, também, a delegar o circunstancial para focar no importante. A tomada de decisão aumenta e muito, e especialmente em situações ambíguas, pois não há muita técnica para cuidar de crianças, e sim o tal bom senso.


Há uma expansão bastante acentuada da inteligência existencial e, com ela, a visão sistêmica. Além de acentuar a empatia, a percepção de risco e o desejo de ser motivo de orgulho aos filhos, tanto por dar valor ao essencial quanto por fazer as coisas bem-feitas.


Porém, raramente selecionadores e gestores perguntam às mães o que elas aprenderam no exercício da maternidade. E nem mesmo as mães o fazem. Mas nós fazemos!!! Em alguns processos de orientação, mulheres preocupadas com suas carreiras temem o “retorno” e até a “saída”, especialmente a depender do modelo implícito de não valorização profissional desse período. Mas eu faço questão de lembrá-las sobre o que aprenderão ou já aprenderam, e também não permito que digam que estão fora do mercado.


É tão interessante pensar que o mercado valoriza profissionais que fizeram o “ano sabático” e quase fazem uma roda viva para relevar aprendizados e desenvolvimento vivenciados no período. E ao ouvir que alguém esteve cuidando de Seres Humanos que cuidarão de nós — sim, porque os bebês de hoje serão nossos médicos, pilotos, cuidadores, balconistas e todas as demais profissões — a essas pessoas dedicamos pouco interesse ou perguntas para saber como foi esse período, sobre o que aprenderam da alma humana, pois estavam conectadas a várias pessoas de uma forma bem mais profunda, observando a vida com um olhar muito mais atento.


Poderíamos dizer o mesmo de homens que param suas vidas para cuidar, mas como estamos a celebrar as mães vamos nos ater a elas.

Mães, não se apequenem nessa missão, ainda que nós não saibamos valorizar essa jornada materna como um processo ativo e de aprendizagem profunda, como ele é. E é com sentimento materno que nós queremos aprender e ensinar sobre a valorizar a aparente pausa (pois nada é pausado) como caminho de crescimento pessoal e consequente profissional. SER MÃE é se conectar a Alma do Mundo e trazer ao mundo corporativo novas competências.

Este artigo é especialmente dedicado à todas as mães desse mundo, que nós possamos valorizar essa jornada materna como um processo ativo e de aprendizagem profunda!


Te convido a compartilhar esse texto com todas às mães que conhece e que precisam ler estas palavras, até mais!

 
 
 

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LiXiaumajornadahumana

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