A Dinâmica de um Relacionamento Saudável - O terceiro que se forma numa relação!
- Ana Lícia Reis

- 13 de dez. de 2023
- 3 min de leitura
É comum imaginarmos que os relacionamos dão “certo ou errado” espontaneamente, ou por culpa de um dos envolvidos. Mas… 👀
Raramente nos damos conta da presença viva da própria Relação Estabelecida. Imagine a relação personificada, NÓS, assim você poderá compreender um pouco mais sobre o que vem sendo construído diariamente num relacionamento afetivo.

Duas pessoas bem intencionadas, legais, podem ser capazes de cocriar uma relação saudável ou não. Depende do cuidado e atenção que se coloca no relacionamento.
Com o amadurecimento podemos observar que as relações sofrem impactos das ações do casal, desde o seu princípio.
Isso acontece quando desconsideramos esse terceiro (Nós) e algumas vezes, até pior, desconsideramos o 1° e/ou o 2°, presentes na história. Isto pode acontecer por falta de amor próprio ou desrespeito ao Outro.
Observe que ali entre as duas forças energéticas constituídas, existe um campo, uma entidade afetiva, que afeta e é afetada continuamente.
Quem vem primeiro?

O Eu é o ponto de partida. Para que um relacionamento funcione bem, é preciso se amar primeiro. Além de proteger o tempo e o espaço necessários para o crescimento próprio, para Integrar luz e sombra, vivendo o processo de individuação disciplinadamente. É muito positivo fazer um trabalho interior, terapêutico e não esperar que seja o relacionamento ou a Outra pessoa que complete as mazelas do Eu.
E depois?
O Outro! Existe o Outro inicialmente idealizado e misturado ao Eu, que com o tempo vai ganhando seu lugar. Um dos objetivos de um relacionamento é conhecer o “Outro” real.

Uma pessoa com características próprias, sendo aceito em suas virtudes e defeitos. A nossa aceitação de quem é o Outro na sua totalidade ajuda a validação de si mesmo, pois se valoriza a liberdade existencial.
Não se trata de querer mudar o Outro, mas estimula-lo a viver seu caminho de individuação e descoberta, sendo a melhor da pessoa naquilo que É, e entender que o campo afetivo criado por dois inteiros será bem menos idealizado.
E quem é esse tal terceiro da relação?
O Nós! Ter a própria relação como o terceiro consequente do relacionamento é ultrapassar a individualidade e olhar para algo novo, pertencente aos dois.
Cria-se um espaço de possibilidade que também requer cuidados. Satisfazer certas necessidades Nossas é investir no afeto que une, é viver a parceria, buscando o melhor de nós para Nós, sem sufocar os Eus presentes nesse encontro anímico.
Esta parte do casal (não ENTRE o casal) tem suas próprias complexidades. Assim, é importante chegar a concordâncias sobre responsabilidades e buscar uma comunicação fluida e continua sendo um compromisso que ambos devem assumir.
Porém, muitos casais ignoram isto, achando que obterão essas coisas somente com o Amor, o que cria relacionamentos difusos com o tempo, pois o amor é também impactado pela relação disfuncional. O Amor está contido nesse espaço.
O Nós precisa de carinho, é onde se cultivam os níveis de afetividade, comunicação, capacidade de consenso, resolução de problemas, desejo sexual, enfim, todo o equilíbrio dinâmico do casal.
É conveniente dedicar tempo a questões como: gastos, lazer, famílias de origem, amigos, espaços comuns e individuais, E especialmente, sentir prazer em cuidar desse Nosso lugar vivo, cocriando um ambiente que acolha o florescimento da história afetiva.
O que pode atrapalhar a cocriação positiva do NÓS
Várias coisas podem influenciar, mas 4 hábitos podem impactar negativamente:
CRÍTICA - Especialmente constante e severa.
ATITUDE DEFENSIVA - rebatendo oportunidades sem realmente refletir sobre.
DESPREZO - Desconsiderar os sentimentos do Outro, fazer piadas com as dores e desafios.
NÃO DEIXAR O OUTRO FALAR - Interrompendo para falar de si, justificar ou suprimir diretamente.
Retirar-se da relação ou sobrepor-se ao Outro são formas de criar um campo afetivo doente, que cada vez mais, afasta Um do Outro. Ao cocriar uma história em parceria, pode-se viver muita satisfação, independentemente de seu desfecho, pois tendo como base o DIÁLOGO, a DESCOBERTA, o APRENDIZADO sobre si por meio do Outro vivem-se encontros diariamente.
Além disso, caso aconteça a separação, não haveria a perda ou aniquilação de Si ou do Outro. Haveria sim, o luto do Nós, a perda irreparável do futuro juntos, mas com uma possível ressignificação saudável, poderia se manter melhor resguardado o passado num espaço sagrado.
Te convido a refletir sobre, e caso queira conversar sobre o assunto clique no botão abaixo e agende um horário, te espero!




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