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A era do endividamento invisível. Você está liderando no rotativo ou regenerando o futuro?

Atualizado: 15 de jul. de 2025



Você já parou para pensar se a forma como exerce sua liderança está mais próxima de um cartão de crédito rotativo que cobra juros altos (de você e do seu time) e acumula dívidas ou de um cartão de investimento regenerativo, que devolve valor, satisfação e sentido ao longo do tempo?



Essa metáfora simples carrega uma urgência silenciosa: muitos líderes, organizações e o cada um de nós está operando em modo rotativo Psico-Ecológico-Social: Excesso de reuniões, decisões apressadas, sobrecarga de informações, vínculos frágeis e uma busca por resultados sem olhar o longo prazo.


E esse sistema cobra caro: no corpo, na mente e nas relações.


A ONU já alertou que estamos utilizando quase três planetas para sustentar nosso atual estilo de vida e que os índices de sofrimento psíquico global estão em alta. Isso afeta diretamente a qualidade das relações humanas, da produtividade e da consciência coletiva. Fonte: ONU – Banco Mundial. 


A era do endividamento invisível


Não estamos falando apenas de produtividade. Estamos falando da sustentabilidade dos resultados e da permanência humana com qualidade.


Vivemos uma era de endividamento mental e emocional. As exigências são muitas e muitas vezes desnecessárias. Já os espaços reais de regeneração são mínimos.


O tempo para respirar virou luxo. A pausa consciente virou resistência. E o cuidado consigo mesmo, com o outro e com o coletivo virou discurso, mas ainda carece de prática. Para mudar a ação, é preciso mudar a forma como pensamos e percebemos a realidade. E essa transformação começa por dentro.


Líderes têm um papel fundamental nesse processo. Mas antes de apoiar os outros, é preciso desenvolver a própria autoconsciência.

O resultado desse modelo exaustivo? Burnout, desmotivação, decisões apressadas, lideranças esgotadas.


Talvez o que chamamos de “desempenho” esteja, na verdade, disfarçando um sistema que adoece há anos. E não mudamos porque acreditamos que seria preciso abandonar tudo.


Mas regenerar não é fazer tudo diferente. É fazer com mais presença, mais consciência, mais inteligência emocional. É entregar resultados com espaço para atitudes mais compassivas, mais estratégicas e mais humanas.


Velocidade: uma postura pouco inteligente

Agilidade virou referência. Mas, em muitos contextos, também virou sinônimo de impaciência crônica.


Na ânsia de sermos rápidos, deixamos de ouvir completamente as pessoas, encurtamos reflexões importantes, tomamos decisões apressadas e cobramos com insistência mesmo sem clareza sobre o que, de fato, precisa ser feito.


A melhor velocidade de um sistema nem sempre é a mais alta. Assim como a digestão exige tempo, o sono precisa de ritmo e as decisões estratégicas requerem maturação, nossa saúde mental também depende de pausas.


A tecnologia, especialmente a Inteligência Artificial, pode apoiar. Mas, como toda ferramenta poderosa, só é realmente útil quando usada com consciência.


Um estudo recente do MIT mostrou que, embora a IA melhore a performance em tarefas repetitivas, também pode reduzir nossa capacidade de pensar criticamente, refletir profundamente e aprender de forma significativa. Leia o estudo: “The Cognitive Debt from AI Use” – MIT, 2024


KOSMYNA, Nataliya et al. Your Brain on ChatGPT: Accumulation of Cognitive Debt when Using an AI Assistant for Essay Writing Task. 2024. 
KOSMYNA, Nataliya et al. Your Brain on ChatGPT: Accumulation of Cognitive Debt when Using an AI Assistant for Essay Writing Task. 2024. 

Mais de 80% das pessoas que usaram IA para facilitar seu trabalho relataram não lembrar depois do que pesquisaram ou pensaram. Esse efeito foi chamado de “dívida cognitiva”.


É uma falsa produtividade. Um custo oculto: a perda da capacidade de raciocínio e presença.


Ou seja, sem investimento prévio em inteligência emocional, social e ecológica, a IA pode nos tornar mais rápidos, mas também mais reativos, frágeis e desumanizados.


Não basta saber usar ferramentas. É preciso saber quem somos enquanto usamos.


Regenerar é possível e necessário! 




A boa notícia é que regenerar é mais simples do que parece. E mais poderoso do que se imagina.


Um dia inteiro de tensão pode ser restaurado com uma boa noite de sono. Uma reunião desgastante pode ser compensada com dois minutos de respiração consciente. Um gatilho emocional pode ser suavizado com três segundos de presença, um aroma, um toque.


A vida se regenera com pouco, desde que haja intenção e atitude correta.


O papel das empresas e das lideranças


Se quisermos organizações verdadeiramente sustentáveis, precisamos abandonar a lógica da escassez e do rotativo.


Empresas que desejam continuar relevantes precisam operar em outro modelo: o da liderança regenerativa.


Liderar regenerativamente é: 


• Restaurar o bem-ser das pessoas com práticas saudáveis no dia a dia. 


• Valorizar escuta, pertencimento, segurança emocional e o sentido de equipe.


 • Agir com responsabilidade ecológica e ética, sustentando resultados com humanidade. 


• Cobrar, sim. Mas com clareza, coerência e respeito.


Não se trata de suavizar metas. Trata-se de fortalecer as bases que sustentam resultados de verdade.


Da metáfora à prática: o que estamos construindo?




No ecossistema da Plena Mente Desenvolvimento Humano e Organizacional , desenvolvemos ferramentas reais para apoiar a transição da liderança tradicional para a regenerativa:


Cartão de Investimento Regenerativo 


Programa corporativo que transforma saúde integral em ativo estratégico. Assessment profundo, indicadores institucionais e trilhas regenerativas personalizadas.


Mentoria de Liderança – Modelo 5.4.3.PRO Integra propósito pessoal, inteligência emocional e visão sistêmica para desenvolver líderes com clareza estratégica e impacto real.


MAHA LÍDER® Jogo de liderança e consciência ESG. Uma jornada provocativa para acessar o que limita sua atuação sistêmica e liberar novas formas de agir.


ERI – Escuta Regenerativa Interna Prática estruturada de reconexão com a segurança emocional e discernimento, especialmente útil em contextos de alta exigência e complexidade.


Porque regenerar não é utopia. É escolha. E essa escolha já não é mais opcional.

O convite


Quanto está custando a sua forma atual de liderar? Tempo? Saúde? Presença? Conexões? Sustentabilidade?


Se a resposta for “sim” para qualquer uma dessas moedas, talvez seja hora de parar, repensar e começar a investir em regeneração.


Se este texto despertou algo em você, compartilhe com quem também lidera. E, se quiser seguir nessa travessia comigo, acompanhe a Plena Mente. Estamos construindo um novo jeito de liderar — com mais presença, mais estratégia e mais humanidade.


Ana Lícia Reis

Mentora de Liderança & Carreira






 
 
 

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LiXiaumajornadahumana

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